Golden Tea

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"O ecrã do computador branco com o cursor a piscar. Deito-me para trás, inclino o meu corpo sobre a cama.

Respiro fundo, o silêncio é interrompido pelo teu perfume na minha roupa. Agarro uma madeixa de cabelo, o teu cheiro. Procurei sentir-te. 

Fecho os olhos e encaixo as minhas mãos na cintura, numa ginástica de quem se abraça na procura de outros braços. Toquei na minha barriga com a ponta dos dedos, senti no meu arrepio a tua respiração. Longe.

Os meus lábios comprimem-se, tentam engolir o espaço e o tempo que nos separam. As minhas pestanas prendem as lágrimas, como gotas de chuva. Não devia ter-te trazido comigo. As palavras, de resto as únicas que transformaram a distância física em distância emocional, determinaram que o meu chão não te tinha como tecto.

Acontece que os reencontros do acaso são tão certos como a dor se seguir ao Amor. “